12/03/10

Pensando muito sobre tudo...

Nossa, cheguei a tossir com a poeira agora.. meio abandonado isso daqui, né? Confesso que relaxei (não só eu, as companheiras também, mas acho que tenho grande parcela de culpa nisso.)
O que me trás aqui não é nenhum episódio ridículo presenciado em balada, bares e afins (apesar de ter presenciado muitos no último fianl de semana), nem nenhuma pessoa ridícula que eu conheço, conheci ou ouvi falar.. o que me trouxe aqui foi.. eu.. eu mesma.
Toda mulher tem seus momentos de refletir.. de pensar sobre tudo.. toda mulher tem aqueles dias (não só na TPM) em que quer abraçar o mundo, ou então matar todos que o habitam.. e toda mulher tem seus dias felizes, dias tristes, dias em que se sente sozinha.
Eu estou vivenciando, desde que voltei de férias, dias em que me sinto sozinha, e apesar de ser uma pessoa que nunca teve problema nenhum com a solidão, eu sinto que estou tendo.
Sinto que estou tendo porque tenho vontade de sair pra conversar.. conversar sobre qualquer coisa, dar risada.. descontrair, ou mesmo ficar sem fazer nada, mas ultimamente eu venho percebendo que não tenho companhia para esses momentos.
As pessoas estão muito ocupadas vivendo momentos de suas vidas, todo mundo é incapaz de sair de um momento desses só pra ir na sua casa te dar um "alô", ou ir no barzinho da esquina com você, simplesmente porque você não está se sentindo bem, ou precisando conversar.. ou sei lá.. o único final de semana que você tem companhia, que você vai sair com pessoas que você gosta, seu namorado fode com seu psicológico.. justo seu namorado, que no momento é a companhia que você mais adora, é a pessoa que você mais ama, é a que você gostaria que estivesse ao seu lado em todo em qualquer momento, e uma das únicas pessoas que você ainda sente 100% de afinidade, e que pra completar, está LONGE de você, o que faz você se sentir mais sozinha ainda.. e além de sozinha, teve o único final de semana com pessoas que você gosta e estavam disponíveis pra você, fodido pelo seu namorado, o cara que você adora tanto.. e o único, de todos os namorados que você teve, que você REALMENTE adora.
Aí, você pode até achar que alguma coisa no meio disso tudo, é culpa sua.
De fato, tem muita coisa no meio disso tudo que é culpa sua.
Mas o que foi mesmo que você fez de tão errado? Talvez tenha se chateado demais por perceber que as pessoas não tem pra você a mesma disponibilidade que você tem pra elas.. e que elas priorizam coisas na vida que você também deveria priorizar. Que aquela amiga que sofria por causa que o namoro não dava mais certo e te procurava sempre, agora não te procura tanto, porque fez as pazes com o namorado.. dentre outras situações.. isso é só um exemplo.
Você percebe que não é tão querida.. e não se sente amada (por mais que seja, não recebe demonstrações disso) e se sente deixada de lado.. por todo mundo que você gosta, e que você prioriza.
Pensando em tudo isso, ontem eu percebi que a felicidade existe sim.. ela existe. Existem pessoas felizes, que tem momentos tristes.. e pessoas tristes, que tem momentos felizes.. infelizmente me encontro no segundo patamar.
Provavelmente devo ter embrulhado coisas que eu sinto em papéis de presente.. mas esse ano, não tiveram muitas pessoas interessadas em abrir o que eu embrulhei.
Eu sei, eu tenho meus defeitos.. minhas crises.. e muitas vezes fico me perguntando se me falta paciência pra aturar coisas dos outros.. coisas que eu não faria, e que justamente por isso eu não consigo compreender.
Hoje não tem vilã, então não tem foto, nem descrição, porque eu não tenho identidade a revelar.
Bom final de semana.

18/12/09

Tenho o Pé na Merda [parte 2]

*por Raven Darkholme – Mística (X-men)

Ok, gente louca eu suporto. Agora gente RETARDADA não, né? Faz favor. Então tá, vamos aos fatos: aproximadamente um ano depois da história anterior, estava num show com minha melhor amiga da adolescência e ela me apresentou uns colegas da faculdade dela. Nenhum dos dois era “gato”, mas ambos tinham bom humor e conversavam sobre qualquer assunto, curtimos o show juntos e adorei a companhia deles.

Alguns dias depois, essa amiga me liga me chamando para sair, dizendo que os coleguinhas-facul dela também iriam e que seria divertido. Tá bom, não estava fazendo nada mesmo, fui! Chegamos no local indicado que estava lotado, ficamos um pouco e resolvemos sair para um lugar diferente, com gente diferente. Nisso, o amigo retardado bem humorado já estava me dando umas cantadinhas de leve. E eu agarradíssima ao meu velho e fiel amigo álcool.

Até que, final da noite, ele me beija... Como eu estava quase chamando urubu de meu loro desmaiando, nem me liguei muito e continuei beijando mesmo. Bom moço me levou para casa, me ligou no outro dia para saber se estava tudo bem e não lembro muito bem como, aceitei sair com ele para pegar um cineminha e começamos a ficar. O cara era legal, mas meio neurótico (mais que eu?! desconfiei) até que comentei com minha amiga que achava que ele tinha algum tipo de problema. Isso depois de quase 1 mês com o Zé-bunda. Até que minha super-amiga solta “Sabe o que é? Ele tem um processo e foi chamado para depor. Ele agrediu a mãe dele uma vez.” PARAAAAAAAAA TUDO! COMO ASSIM ‘AGREDIU A MÃE’? E ela responde “ah, eles estavam discutindo e ele estava bêbado, não sei direito o que aconteceu.” E eu, indignadíssima pergunto: “Mas como você me deixou ficar com esse cara????” Gentem, cara que bate na mãe, bate em qualquer pessoa, certo? E eu, felizmente não sou mulher de malandro. Gosto e muito de ser bem tratada.

No dia seguinte, fiz um acordo com o aspirante a Mike Tyson cara: ele entrou com a bunda e eu com pé. No sentido figurado, e não literalmente como ele deve ter feito com sua pobre progenitora. Mala galega me infernizou durante semanas. Ligava do celular dele, da mãe, do padrasto e eu não atendia. Até que começou a ligar do celular dos amigos, foi me procurar na faculdade e curtia fazer uma pressão psicológica. Aff. Pé-no-saco é pouco para descrever o estrume.
Ok, aproximadamente três semanas depois de conseguir me livrar dele, ele liga na minha casa, perguntando se eu ficaria brava por ele pedir para ficar com minha melhor amiga (a mesma que nos apresentou e que dava ‘conselhos’ à ele de como me conquistar). E eu, com toda minha paciência respondi “tenta a sorte” (crente que minha amiga não fosse cair no velho conto do vigário).
Eis que para minha surpresa, minha amiga mãe-da-carência aceita ficar com ele depois de 5475163 presentes e declarações fajutas de amor. Namoraram durante 4 ou 5 meses e ela incrivelmente fingia que ele não existia quando se encontrava comigo. Até que, quando ela resolveu terminar, nem preciso dizer o que aconteceu, né? O retardado quase agrediu ela no meio de uma festa por ela estar “sozinha” e se “divertindo”. Tsc tsc, depois dessa, acho bom ficarmos espertas antes de pegar um cara que chutou a própria mãe alguma amiga chutou, né?!





Cuidado! Ela pode ser quem você quiser (e não quiser também)!

12/12/09

Tem o Pinto Minúsculo

por Natasha (Malhação)



Sei que serei xingada, esculachada, odiada e virtualmente apedrejada por este post. Mas vou falar assim mesmo. Afinal, eu gosto de polemizar. E como minhas opiniões não são nada convencionais... :)

Diariamente, sou obrigada a conviver com pessoas de todos os tipos no trânsito. Muitas delas me irritam profundamente. Obviamente, eu odeio gente banana no trânsito, que anda parecendo uma tartaruga manca, que não presta atenção à sinalização, que acredita ser dona da rua, entre outros inúmeros exemplos.

Mas o que eu odeio mais que tudo mesmo é um povinho popularmente denominado como "playboy". Por definição, seria aquele tipo filhinho de papai, cheio da grana, que adora exibir sua riqueza material. Pois bem, quando esse exibicionismo migra para o campo automobilístico é que a coisa pega.

O problema é que a vontade de aparecer acaba extrapolando os limites do bom gosto e — por que não dizer — da educação no trânsito. Os engenheiros automobilísticos ficam anos e anos estudando milimetricamente qual a melhor medida que o carro deve ter, inclusive qual é a distância mais segura que a roda do carro tem de ter do restante da carroceria, de forma a proporcionar conforto, segurança, estabilidade e uma série de outros quesitos que uma pessoa leiga como eu jamais poderia citar. Aí vem um filho da puta folgado desses e se acha no direito de cortar as molas do carro, ou fazer sei lá o que, para deixar a suspensão lá no chão. Aí, com todo o seu mau gosto, ele ainda vai lá e coloca uma roda de um tamanho não sei quantas vezes superior ao ideal para aquele modelo de carro.

O que acontece? Eles juram que estão abafando, mas além de estarem transgredindo a legislação de trânsito, é simplesmente um inferno para nós, motoristas normais, passarmos uma lombada atrás deles, por exemplo. Temos de ficar meia hora esperando a boa vontade deles acharem o ângulo ideal, para passar de ladinho, e não raspar a parte inferior do carro. Por que, meu Deus, do céu??? O carro já foi projetado da maneira ideal para poder circular na cidade e na rodovia, e o infeliz modifica tudo, para depois sofrer igual a uma cadela prenhe de oito para conseguir transpor o obstáculo, quando simplesmente engatar a segunda marcha e reduzir a velocidade seria suficiente para subir e descer da saliência popularmente chamada como quebra-molas. E eu juro que rezo para que quebre mesmo, para ver se os "bonitões" aprendem.

Como se não bastasse, eles vão a uma loja especializada e trocam os faróis. Voltando aos engenheiros, eles estudam e continuam estudando e pesquisando doentiamente até encontrar a potência ideal dos faróis do carro, de forma que possam iluminar sem atrapalhar a visão dos demais motoristas. Mas não, um imbecilzinho desses quer chamar a atenção a qualquer custo. E o que fazem? Colocam a porra porcaria da lâmpada mais potente e insuportavelmente brilhante que encontram, no intuito de brilhar (ui!) bastante.

Só que eles não têm a ínfima noção do quanto aquela droga de farol que nem sei como se chama incomoda. Dói o olho. Cega. É pior que um infeliz dando luz alta na nossa cara. Atrapalha demais a nossa visão, e coloca em risco, inclusive, a nossa direção, pois simplesmente por alguns segundos não conseguimos enxergar para onde estamos indo. Sem contar a manchinha brilhante que fica por algum tempo na nossa visão depois que o clarão passa.

Eu tenho vontade de pegar um filho de uma boa mãe brasileira desses e passar um esculacho tão grande, de fazer ele se sentir arrependido por ter nascido. Ah, para completar a lista, vamos ao terceiro e principal item de uma pessoa sem noção, mal educada e insuportável no trânsito: o som.

Que me desculpe quem curte, mas eu acho simplesmente patético o cara gastar vários milhares de reais para equipar o carro com um puta som fodido equipamento bastante potente, a fim de alastrar pelo mundo o que ele está ouvindo. Nessa brincadeira, o porta-malas vira apenas um porta-som, e a cada batida da música é possível disparar até alarmes de outros carros a quilômetros de distância, além da minha enxaqueca, é claro. Agora, o pior nisso tudo é que o bom gosto musical do indivíduo é sempre inversamente proporcional à potência do seu som. E aí eles param em algum ponto estratégico da cidade, competindo com outras pessoas igualmente escrotas idiotas para ver quem tem o som mais potente e toca a pior música. Mas a visão do inferno mesmo se completa com as potrancas garotas de baixo nível intelectual e alto nível de safadeza rebolando ao redor.

E nesse contexto todo, eu só posso concluir que esse tipinho, que precisa se exibir com esses adereços fúteis e patéticos (que nada têm a ver com tuning), e de quebra dirigem como se estivessem numa pista de Fórmula 1, achando que a potência do seu motor e o ronco que emite serão fatores decisivos no grau de admiração que conquistará, só pode ser detentor de um pinto pequeno órgão genital minúsculo e digno de gargalhadas.

Natasha é uma roqueira literalmente do mal, que não suporta playboyzinhos e adora tocar o terror no mundinho medíocre que lhe cerca. Faz de tudo também pelo amor de Gustavo, infernizando a vida da Miss Gari (a chata da Letícia)

08/12/09

Teorias Para Mulheres

por Capitu (Laços de Família)


Hoje quero falar sobre um assunto bem complicado e sobre dúvidas que certamente assolam a cabeça de todas nós, mulheres — mesmo as bem-resolvidas certamente ficam inseguras às vezes.

A verdade é que, mesmo sabendo que "se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia", todas nós adoramos atacar de psicólogas/terapeutas amorosas e saímos distribuindo conselhos por aí, mesmo sabendo que ninguém vai seguir. E nós também adoramos pedir conselhos às nossas amigas, mesmo não cumprindo absolutamente nada depois. Mas a vida continua assim mesmo.

E a maior verdade de todas é que falar é infinitamente mais fácil que fazer. Quando aquela sua amiga está com dor de corno problemas sentimentais, o que é que você fala primeiro? "Não liga pra ele, amiga, se faz de difícil!!". Essa é clássica. Mas e quando é a sua vez de ser a forte da história, o que você faz? Joga o celular pela janela, amarra os pulsos, ou nem pensa duas vezes e acaba ligando mesmo assim?

E quando você vai sair com aquele gatinho... sempre surgem as recomendações básicas: não dê de primeira; não fique falando em namoro para não assustá-lo; não fique tocando no assunto do ex; não faça críticas; não pareça pegajosa; e por aí segue uma imensa lista. Mas e na hora H, quem é que consegue ser toda certinha e perfeitinha?

Piorou quando o assunto é namorado. Você dá aquele piti histórico por ciúme, e sua amiga, que parece enxergar as coisas mais claramente que você, aconselha: "Amiga, não tem nada a ver, ele te ama. E olha como ela é baranga! Ele jamais olharia para ela". Mas não adianta, você já está lá se descabelando, declarando ódio eterno àquela mulher que parece tão ameaçadora e causando mais uma briga desnecessária (ou não) no seu relacionamento.

E por que é que nós nunca conseguimos agir tal qual falamos? É muito fácil dar conselhos, analisar a situação friamente quando vemos de fora, mas quando é conosco, perdemos completamente a razão e o bom senso e temos atitudes muitas vezes completamente absurdas. E não adianta. Nós, mulheres, sempre gostaremos de dar conselhos, pitacos e tentar resolver a vida das nossas amigas, quando não conseguimos sequer começar a consertar os nossos próprios defeitos e fraquezas.



Capitu é uma universitária e garota de programa que, com o seu salário, sustenta os pais e o filho. Ela reencontra Fred, seu ex-namorado e grande paixão de sua vida e se envolve com ele, que é casado. Sua vida é uma bagunça, e ela não consegue se livrar de um ex-cliente obcecado e do pai de seu filho, um marginalzinho sem escrúpulos.

23/11/09

Teu Peito é Mole.

por Bárbara Campos Sodré (Da Cor do Pecado)

Tempos atrás, falei das pessoas que têm pança mole e, não se tocando de sua condição física, usam roupas nada condizentes com o pânceps acentuado e flácido. Hoje, quero falar de uma outra espécie — que às vezes coincide com a anterior. Trato, pois, daquelas mulheres que não se apercebem do poder que a gravidade já exerce sobre seus corpos e, com peitos murchos e moles, ousam usar blusas sem aquele acessório maravilhoso e milagroso: o sutiã.

É óbvio que uma garotinha de 18 anos usar blusa sem sutiã deve ser uma cena deveras excitante para os homens, pois, na flor da idade, com tudo em cima, o peito sequer deve balançar, quem dirá cair. Porém, até nestes casos acho meio constrangedor, se a blusa for daquelas molinhas que deixam o farol aceso mamilo em evidência.

O pior é quando a pessoa está na casa dos 30 e jura que continua com o corpinho de 15. Não digo que uma pessoa de 30 anos seja velha, mas acho que cada um poderia se olhar no espelho e saber se tem condições ou não para aderir a determinadas vestimentas.

Ainda se o peito for de silicone, beleza, pois sempre estará redondinho e em pezinho. Mas o que me deixa estupefata são mulheres que nem muito peito têm, mas insistem em exibir o ovo frito sob blusas quase transparentes e que não seguram nada.

Na minha opinião (que pode ser diferente da masculina, mas enfim), não há nada mais feio que aquels peitos em formato de V, um para cada lado, com aquele vão enorme no meio, e uma blusinha fininha.

Não entendo, sinceramente. Hoje em dia os sutiãs são "coisa linda de Deus". Eu, que não sou nenhuma Sabrina Boing-Boing, abuso dos sutiãs com bojo, e especialmente com aquela bolha dentro, que dá uma levantada, junta, deixa tudo arrumadinho. Até fica parecendo que eu tenho algo além do que a natureza me deu.

Claro, sempre tem alguém que vai dizer "ah, que que adianta? Daí você tira a roupa e some". Bom, no meu caso, não tenho esse problema, pois meu namorado já sabe exatamente o tamanho real das minhas mamas e parece satisfeito. Já no caso de você dar fazer amor com um desconhecido, também corre o risco de ele ter o pinto pequeno não ser exatamente um ator pornô no quesito "pênis".

É óbvio que um sutiã não aumenta seu peito, mas passa a impressão. Assim como todas as roupas podem ser usadas a nosso favor ou contra nós, cabendo apenas ao nosso bom senso valorizar o que temos de bonito, disfarçar o que temos de nem tão bonito assim, ou esculhambar de vez. E olha que muita gente cai na última opção...



Linda, sexy, inteligente e dissimulada, Bárbara é capaz de realizar qualquer plano para atingir seus objetivos. Foi criada para ser uma princesa, mas, com a falência dos pais, teve que buscar seus próprios meios para ter a vida que sonhou. Namora Paco há anos, sem nunca ter gostado dele. Pelo contrário, até despreza seu jeito humilde.

14/11/09

Tenho pena mesmo...

por Nancy Downs, filme Jovens Bruxas.

Ai, eu tenho pena.. não tenho outra palavra pra descrever.

Eu acho incrível a capacidade que as pessoas tem de NÃO se colocarem no SEU devido lugar! Isso me irrita, e eu não consigo ser uma pessoa agradável com pessoas assim.

Veja bem, quando você TERMINA um namoro, você TER-MI-NOU. Você pode até ser amiga(o) dos amigos do(a) ex, e até do mesmo(a), mas gente.. por favor, venhamos e convenhamos, querer SAIR com os amigos do ex, É DEMAIS.

Conheço uma certa fulana que namorou por alguns anos um certo ciclano. Eles terminaram, porque ela não teve a capacidade de dizer que não queria mais e ficou fazendo do relacionamento um inferno, até que ele desse um basta (adoro gente covarde). Tudo bem que o ciclano não era lá o mais facilitador em termos de relacionamentos amorosos, mas o mínimo que você pode fazer quando tem personalidade, é dar um basta você mesma, explicar o porquê, e mandar passear. Ok, namoro acabado.

O ciclano sofreu muito, enquanto a fulana começou a desfilar por aí com as "novas amigas" da faculdade. Sair, beber, festar, arrasar (porque ela é linda né.. dá gosto) por aí. Tudo bem.. cada um para o seu canto.

Eis que um certo dia, no aniversário da fulana, ela convida os amigos do ex para participar.. até aí tudo bem, né.. ás vezes a pessoa chama por educação, afinal conviveu algum tempo com o povedo, e enfim.. mas, todos foram, e desde então a fulana anda se achando "da turma".

Pausa para detalhe: durante o relacionamento, fulana reclamava muito que não tinha vida própria e vivia a vida de ciclano, só saía com os amigos de ciclano (será que é porque ela não tinha amigas?) e só fazia as coisas que ciclano queria fazer (será que é porque ela nunca queria fazer nada?).. dizia que não suportava isso, pois precisa de um espaço para si mesma.

De repente começam a surgir recados no orkut da fulana, para os AMIGOS DE CICLANO! SIIIM! Chamando pra sair, comentando nas fotos de baladas e tudo mais! Sendo que ciclano, no momento, encontra-se NAMORANDO, e continua saindo com OS MESMOS amigos!

Agora eu pergunto: AONDE FOI PARAR A NOÇÃO?
Perdendo a classe: eu fico puta da minha cara!
As pessoa não se tocam? Se fazem de idiotas? Realmente SÃO idiotas? Ou a solidão tomou conta de tal maneira, que consegue fazer com que a pessoa se desespere para sair com quem quer que seja, com o simples propósito de atualizar orkut fazendo uma social?

Mas meu Deus do céu, aonde vamos parar? Eu juro que se aparecesse uma fulaninha, ex de namorado, se metendo onde não é chamada, eu bochava a cara. E ainda bochava a cara do amigo que se prontificasse a chamá-la ou aceitá-la em qualquer lugar que eu também estivesse.. ou mesmo que fizesse qualquer ligação de amizade mais intensa com a fulana.

Ah, por favor.. tenhamos a boa vontade de não sermos pessoas TÃO ridículas.. o ridículo do cotidiano, que é o normal, já nos é bastante suficiente!


Nancy (do filme Jovens Bruxas) é uma adolescente rebelde e gananciosa dotada de um poder místico, que pode fazer as coisas acontecerem através do poder da mente, especialmente quando sente muita raiva. É audaciosa, e destrói qualquer pessoa que tente impedi-la de realizar seus objetivos.

11/11/09

TPM da Semana


por Catarina Batista (O Cravo e a Rosa)


Queridas leitoras (e leitores também), hoje iniciamos uma sessão experimental aqui no blog, a TPM da Semana. Basicamente, a coluna trará algum fato inusitado — para não dizer ridículo — que marcou a semana, com os nossos comentários sempre bastante gentis e delicados.

E para começar com chave de ouro, vamos falar daquela palhaçada situação constrangedora por que passou uma piriguete aluna da Uniban esta semana. Geyse Arruda é o nome da biscate coitada.

Eu não me inteirei muito bem sobre o assunto, afinal tenho mais o que fazer, mas como virou comentário nacional, a gente acaba ouvindo uma coisa aqui e ali. Em suma, a horrorosa aluna costumava ir pelada usar vestimentas nada adequadas para ir à universidade, visto que pessoas desse nível precisam chamar a atenção de alguma maneira, já que não é pelo nível intelectual que se destacam.

Segundo ouvi dizer, ela já teria sido advertida por isso, mas ignorou. Lógico. Então, numa atitude completamente descabida a universidade simplesmente resolve expulsá-la. É óbvio que o comportamento dela não devia ser dos mais exemplares, e imagino que ela frequentava as aulas pra caçar marido apenas com fins sexuais exibicionistas, ou vai ver era sua profissão mesmo. Mas a universidade tomou uma atitude completamente incompreensível. Mais inexplicável ainda foi, depois de todo o bafafá, aceitar a vagabunda moça de volta!

Eu entendo que faculdades particulares precisam se submeter a algumas coisas para sobreviver, afinal é das mensalidades que provém o seu sustento, mas admitir de volta uma aluna que foi expulsa por um motivo patético foi, no mínimo, humilhante. Diante de uma situação dessas, cheguei a me questionar se os telejornais não haveriam trocado seus scripts com os do roteiro da Malhação, mas pelo visto a coisa é séria.

Agora, o que mais me deixou estupefata não foi nem o caso em si, mas sim a repercussão que teve. Até o apagão, não se falava de outra coisa a não ser os microvestidos da traveca infeliz. Twitter, sites de notícias (?), jornais e todo tipo de mídia séria (?) deu um cansaço no público com esse assunto, tanto que eu já comecei a pensar que fosse virar uma novela como o caso da menina Isabella, ou da Eloá, ou de qualquer outra vítima de violência que acaba sendo endeusada por uma divulgação exagerada e cansativa.

E nisso, a única análise que eu posso fazer é: o povo tem o que merece. Sim, porque ficar se preocupando e debatendo esse tipo de assunto o dia inteiro é muita falta do que fazer. E veja só, a história veio parar até aqui no TPM. Mas acho que podemos tirar uma liçãozinha disso tudo: universidade é para quem quer estudar. Se for para fazer programa, melhor procurar uma casa especializada, ou, na pior das hipóteses, uma avenida bem movimentada da cidade. E aí, querida, pode abusar da maquiagem, do salto alto, da microssaia e até pode andar sem calcinha, tá? Beijomeliga.



Catarina Batista é a mulher moderna na sociedade paulista da época de 20, que recusa o papel feminino de se restringir a lavar ceroulas em um tanque. Conhecida como "a fera", por botar todos os seus pretendentes para correr, Catarina vai esbarrar na teimosia cínica de Petruchio, por quem ela acaba se apaixonando, apesar de não admitir. Carinhosamente, ele a chama pelo apelido de "onça braba". Sempre elegante e com personalidade forte, ela não suporta gente dramática e fútil.

 
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