por Raquel (Mulheres de Areia)
Bom, aconteceu um episódio curioso esse fim de semana.
Eis que fomos tomar uma cerveja, eu e minhas amigas tepeemísticas... para colocar os assuntos em dia, falar das peripécias de nossos queridos namorados e rir da cara de pessoas ridículas e sem senso crítico sobre si mesmas.
Foi então que coloquei em pauta um assunto que já havia mencionado pouco antes, à tarde, pela internet: minha pira sobre o fato de o meu namorado mudar de cidade (para uma mais próxima da minha), caso seja selecionado para ser treinee de uma empresa muito foda. E eu comecei a cogitar várias possibilidades, do tipo: "ele vai ganhar bem e vai usar esse dinheiro para seduzir mulheres mais bonitas..."; "ele vai poder sair e encher a cara de quinta a domingo.."; "ele vai esquecer que eu existo porque vai vivenciar experiências mais emocionantes.." e mais uma série de absurdos...
Então, uma amiga tepeemística me abriu os olhos para algo que eu não havia percebido em mim mesma e rolou o seguinte comentário:
- Queridinha, você não percebe?
- O que, meu bem?
- Você tem a cabeça de um homem! Pára de pensar igual homem! Será que eu preciso desenhar as coisas pra você??
E então, numa tentativa desesperada, ela realmente tentou desenhar, usando a ferramenta de desenho do MSN, na esperança de que eu entendesse que não importa para onde meu namorado vá, ou se ele ganhe rios de dinheiro, ele vai continuar me amando.
- Queridinha, você não percebe?
- O que, meu bem?
- Você tem a cabeça de um homem! Pára de pensar igual homem! Será que eu preciso desenhar as coisas pra você??
E então, numa tentativa desesperada, ela realmente tentou desenhar, usando a ferramenta de desenho do MSN, na esperança de que eu entendesse que não importa para onde meu namorado vá, ou se ele ganhe rios de dinheiro, ele vai continuar me amando.
Eu não entendi muito bem por que exatamente ela achou meu pensamento masculino.. fiquei me perguntando: será que eu deveria romantizar mais as situações? Será que eu deveria ficar megafeliz porque estaria numa cidade mais perto? Será que eu deveria imaginar ele querendo me ver todos os finais de semana por estar mais próximo?
Bom, o que aconteceu foi que estava eu, sábado, numa festa.. eu estava "levemente animada", dançante como sempre, tomei três doses de whisky e fiquei a observar os homens da festa — não com interesse, mas encarnando o Freud avaliando cada um de acordo com seu comportamento — e me peguei a pensar: "fulaninho é namorável.. gente boa, inteligente, meio inocente.. mas é bonitinho, respeitador, não ficou com muita gente, namorou a vida inteira.. esse é pra casar".
Olhei para o lado, tinha um se esfregando numa menina, e eu pensei: "esse é puto.. eu jamais namoraria um cara desse.. pegou a cidade inteira, só vagabunda.. não, esse não dá.. não é um homem de respeito".
Logo depois desse, tinha outro batendo um papo super amigável com a ex-namorada, e eu logo pensei: "ah esse não ia dar.. muito frouxo.. eu ia manipular ele, e ele ia deixar.. depois eu ia enjoar.. porque homem frouxo é complicado"...
Foi aí que eu me toquei: quantas e quantas vezes os homens não fazem isso quando saem e estão à procura de alguém?
E, conversando com um amigo meu, ele realmente confirmou que meu pensamento é "meio" masculinizado e que eu deveria procurar ajuda psiquiátrica.
E eu pedi educadamente, é claro, para que ele se dirigisse ao centro do seu orifício anal. :)
Mas ele insistiu que eu seguisse seu conselho. ¬¬

Raquel é uma pilantrinha muito da safada, é sexy e ousada e passou por cima da irmã mosca morta, Ruth, e roubou seu namoradão cheio da grana, casou-se com ele para sair da miséria da praia e aproveitar do bom e do melhor, sem falar que adora umas doses extras de whisky, vivia de porre.

